“À Índia fui em férias passear, tornar realidade um sonho meu…”
Esta canção foi durante muito tempo a minha música favorita e é, provavelmente, a marca registrada da minha infância. Porém, a verdade é que nunca sonhei conhecer a Índia. Muito pelo contrário. Em todo o planeta acho que este é, juntamente com grande parte do continente africano, o único lugar que realmente nunca pensei em visitar. Europa, Egito, Grécia sempre me pareceram os destinos mais aprazíveis.
Pois bem, após cerca de um ano vivendo na Austrália eu e a Elly, minha namorada Australiana, resolvemos ir, eu de volta, ela pela primeira vez, ao Brasil. Porém, enquanto a Elly procurava suas passagens aéreas, por acaso encontrou tickets para o Brasil passando pela Índia por um preço realmente tentador: apenas duzentos dólares australianos a mais uma que um voo direto para o Brasil. Apaixonada pela Índia como ela é, ela rapidamente convenceu-me. Ok, Índia, ai vamos nós!
O roteiro básico foi por ela planejado e consiste basicamente em aterrizar em Delhi, realizar um grande círculo envolvendo as principais cidades do Rajistão, quais sejam, Jaipur, Pushkar, Udaipur, Jaisemer e Jodpur, indo a seguir para leste para a cidade de Agra com seu mundialmente famoso Taj Mahal, prosseguindo para a mais antiga e sagrada cidade da Índia, Varanassi, finalizando a jornada no Himalaia, em Dargilin e Sikkim, retornando à Delhi e, finalmente, prosseguindo para o Brasil. Esperamos consumir, nesta empreitada, 6 semanas e não mais que U$1500 cada, já descontadas as passagens aéreas, sem passar fome e nos hospedando em locais baratos, mas também aprazíveis e que tenham uma boa relação custo benefício. Ou seja, uma viagem “hard-core”.
Acontece que viajar pela Índia não é como ir à Disney: tudo é complicado e desorganizado, algumas vezes chegando a ser assustador. Assim sendo resolvi registrar nossa experiência neste pequeno jornal. Poderia chama-lo de diário, mas como ele não representará o dia-a-dia da viajem, e sim um apanhado dos melhores momentos em cada cidade, prefiro referir-me a ele como jornal.
Então será isso que você, dedicado leitor aqui terá: uma coletânea do melhor, e também do pior que vivenciarmos em nossa pequena odisseia, permeado de dicas e informações obtidas, nossos erros e acertos, todos os “Do and don’t” coletados, para servir, quem sabe, como ponto de partida para aquele que deseje se aventurar neste rico culturalmente, pobre financeiramente, mágico, intrincado e complicado país.
Malas prontas, tudo preparado, cá estamos prontos para embarcar em Brisbane, fazendo uma rápida escala em Singapura. Destino final: Delhi…
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